segunda-feira, 18 de maio de 2009

Mãe para o meu Bebê



Estreia - 25/4/2008 (nos EUA) - Muita gente tem dito que Uma Mãe para o meu Bebê supera as expectativas. Calma, isso não quer dizer que essa comédia, lançada em DVD no Brasil cinco meses depois da estreia nos cinemas americanos, é excepcional ou fantástica. Leia a história do filme e veja quais são suas expectativas. Tina Fey é Kate, mulher de negócios bem sucedida que optou pela carreira, abdicando da formação de uma família. Quando completa 37 anos de idade e sem conseguir engrenar um relacionamento, ela decide ter um filho, sonho que andava esquecido.

A trama comum e esse pôster mal feito aí de cima desanimam muita gente a ir ao cinema ou a alugar o DVD de Uma Mãe para o Bebê. Mas não podemos esquecer que Tina Fey é um raro exemplo de comediante mulher que consegue escrever e atuar de uma maneira muito engraçada, com um humor sutil que, por não ser apelativo, agrada muita gente - ela está por trás de 30 Rock e da produção adolescente Meninas Malvadas.

Além disso, Fey não se importa em ser escada de outros atores em seus filmes (como fazia em Saturday Night Live). Nesse aqui ela está mais perto do estrelato, até porque compete com a fraca Amy Poehler, que surgiu no mesmo programa de TV. No filme ela é Angie, barriga de aluguel de Kate, que se utiliza desse meio depois de não conseguir engravidar por inseminação artificial nem adotar uma criança. Engraçado que no longa Tina faz uma mulher de 37 anos que utiliza o corpo de uma mulher mais nova para poder ser mãe. Mas na vida real Tina Fey tem 39 anos (aliás, HOJE - dia 18 de Maio - ela completa 39 anos) e Amy Poehler completa 38 em Setembro. E é nítido que as duas têm praticamente a mesma idade. Parece que Tina estava devendo um filme para o currículo de Amy...

Temos participações especiais de Steve Martin (sempre engraçado), uma sumida Maura Tierney, Sigourney Weaver (que também está muito bem e é pouco aproveitada) e Greg Kinnear, numa tentativa de par romântico da história. Ele faz Rob, um advogado que monta uma casa de sucos e preside uma associação de moradores que tenta atrapalhar um dos empreendimentos da firma na qual Kate é vice-presidente. Mas não passa muito disso.

Quando Angie briga com seu marido e vai morar com Kate o roteiro fica bem clichê. Quantos filmes sobre "duas pessoas com personalidades totalmente opostas que passam a conviver juntas e terminam mudando suas maneiras de encararem a vida e, por fim, parece que se completam" você já viu na vida? Angie é a pior grávida possível, que passa o dia fumando e comendo besteira e não pretende parar de pintar o cabelo enquanto Kate é a mulher pragmática, organizada e que parece não se desplugar um segundo. Porém, é nesse momento que a trama escrita por Michael McCullers (trilogia Austin Powers) cresce e melhor muito.

Ele também estreia na direção e é uma pena que não saiba por um fim a história, que cai um pouco no final e tem uma conclusão corrida demais, no melhor estilo "chegou o Natal, seus problemas acabaram", que fez até a notar cair um pouco. Feito para o público dos Estados Unidos, Uma Mãe para o Bebê alcançou seus objetivos: bilheteria de 60 milhões de dólares e indicações a alguns prêmios de público na terra do Tio Sam e prateleira da locadora no restante do planeta. Nota 5



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